Congo proíbe que muçulmanas cubram o rosto em locais públicos

Congo decidiu proibir mulheres de se cobrirem inteiramente com véus, com o objetivo de facilitar a identificação dos cidadãos e prevenir atos de violência praticados por extremistas. Segundo o presidente do Alto Conselho Islâmico do país, El Hadj Djibril Bopaka, a medida tem sido bem recebida pelos muçulmanos, que é minoria.

Estadão Conteúdo

02 de maio de 2015 | 12h25

"Até o momento, não tivemos reações hostis à proposta", afirma o representante, acrescentando que mulheres ainda podem utilizar véus em espaços públicos, mas só podem cobrir inteiramente o rosto em casa. O governo também decidiu proibir que estrangeiros durmam em mesquitas, para encorajar refugiados a procurar a polícia para serem registrados. "Muitos irmãos muçulmanos da África Central estão abrigados em mesquitas e não se apresentam às autoridades. E não sabemos o que eles fazem aqui", diz.

Nascido no Mali, o comerciante Demba Ndhao está em Congo desde 1998 e acredita que as medidas irão ajudar a prevenir que pessoas envolvidas em grupos terroristas em nações vizinhas ampliem seu escopo de ação para o país. Mais de 90% da população de Congo é cristã e 800 mil muçulmanos registrados vivem no país. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
CongoIslãvéumuçulmanas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.