Doug Mills/The New York Times
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Congressistas americanos consultam especialistas sobre saúde mental de Trump

Em entrevista à emissora CNN, a professora de psiquiatria da Universidade de Yale Brady Lee foi consultada em dezembro por um grupo de políticos, a maioria democratas, sobre os riscos que a instabilidade do presidente representavam ao país

O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2018 | 09h40

WASHINGTON - Legisladores dos Estados Unidos, a maioria democratas, consultaram uma professora de psiquiatria da Universidade de Yale, em dezembro, sobre a saúde mental do presidente Donald Trump, revelou na quinta-feira a CNN.

Trump pretende provar que está são

"Os legisladores disseram que estavam preocupados sobre o risco que representava o presidente, o risco que representava sua instabilidade mental para o país", disse à CNN a professora Brady Lee, editora do livro "O Perigoso Caso de Donald Trump", uma série de ensaios de psiquiatras que analisam o estado psicológico do presidente dos Estados Unidos.

Segundo Brady, no grupo de legisladores havia um senador republicano, cuja identidade não foi revelada.

A porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders qualificou as declarações de "vergonhosas" e destacou "que se não fosse apto", Trump "não estaria onde está e não teria derrotado o melhor grupo de candidatos jamais visto no Partido Republicano", em referência às primárias de 2016.

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Na Câmara de Deputados, 57 legisladores democratas - 30% do total - redigiram um projeto de lei para a criação de uma comissão parlamentar especial sobre "a incapacidade presidencial", visando "determinar se o presidente esta psicologicamente ou fisicamente capacitado para cumprir suas funções".

A Constituição americana prevê duas formas de se substituir um presidente: um impeachment no Congresso ou pela 25ª emenda, que permite ao vice-presidente e a metade do gabinete declarar que o presidente é "incapaz de exercer o poder e cumprir com os deveres do cargo".

Caso o presidente conteste a decisão com base na 25ª emenda, corresponde ao Congresso confirmá-la com ao menos dois terços dos votos. / AFP

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