AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / JOE RAEDLE
AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / JOE RAEDLE

Congressistas dos EUA denunciam Steve Bannon por desacato no caso da invasão ao Capitólio

Embora o ex-assessor de Trump não estivesse ocupando nenhum cargo oficial em 6 de janeiro, o comitê afirma que ele conversou sobre o protesto com o então presidente nos dias que antecederam o ataque; decisão da comissão foi unânime

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2021 | 08h55

Uma comissão no Congresso dos Estados Unidos, que investiga o ataque mortal ao Capitólio, se manifestou por unanimidade, na terça-feira, 19, a favor da acusação por desacato criminal contra Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, por negar-se a colaborar com as investigações.

“O Sr. Bannon colaborará com nossa investigação ou enfrentará as consequências”, advertiu o democrata Bennie Thompson, que está à frente da comissão bipartidária encarregada de investigar os ataques de 6 de janeiro à sede do Congresso. O grupo tem sido criticada por Trump e seus aliados.

Bannon, de 67 anos, foi um dos maiores articuladores da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016, até ser afastado pelo bilionário. 

Embora não estivesse ocupando nenhum cargo oficial em 6 de janeiro, ele aparentemente conversou sobre o protesto com o então presidente nos dias que antecederam o ataque, segundo a comissão.

“Não podemos permitir que ninguém interfira no trabalho da comissão especial enquanto trabalhamos para esclarecer os fatos. Simplesmente há muito em jogo”, acrescentou ele antes da votação dos os nove membros (sete democratas e dois republicanos) a favor da imputação de Bannon.

Steve Bannon, ex-assessor da Casa Branca, não atendeu à convocação para comparecer na terça-feira ao comitê especial da Câmara dos Representantes que investiga o papel do ex-presidente republicano no atentado promovido por seus apoiadores contra a sede do Congresso, enquanto os legisladores certificavam a vitória de Joe Biden na eleição presidencial.

O assessor político de direita disse ao painel que reteria depoimentos e documentos até que seja resolvido o apelo de Trump por “privilégio executivo”, que permite que os presidentes mantenham certas conversas com assessores em segredo

“O senhor Bannon não tem o direito de ignorar a intimação legal da comissão”, disse a congressista Liz Cheney, vice-presidente da comissão e uma das duas republicanas que a integram.

A decisão da comissão abre caminho para que o plenário da Câmara dos Representantes, de maioria democrata, decida sobre se deve encaminhar o caso Bannon ao Departamento de Justiça para uma decisão sobre uma acusação.

A votação acontecerá na quinta-feira, informou o líder da maioria democrata, Steny Hoyer.

Se for condenado, Bannon pode enfrentar até um ano de prisão, embora seja mais provável que pague uma multa. /AFP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.