Congressistas são presos durante protesto em embaixada sudanesa

Cinco congressistas foram presos nesta sexta-feira após participarem de um protesto em frente à embaixada sudanesa em Washington. Os manifestantes protestavam contra o papel do governo do Sudão nas atrocidades na região de Darfur. "O massacre do povo de Darfur deve acabar", afirmou o senador Tom Lantos, um sobrevivente do Holocausto e fundador da Convenção Congressional de Direitos Humanos. Quatro outros senadores democratas, James McGovern, John Olver, Sheila Jackson Lee e and Jim Moran estavam entre os 11 manifestantes presos sob acusações de perturbar a ordem pública, um delito menor sujeito a fiança. "Devemos considerar o governo sudanês responsável pelos ataques contra seus próprios cidadãos em Darfur", disse John Oliver. O protesto Dezenas de manifestantes reuniram-se diante da embaixada levando cartazes com dizeres como "pare o massacre" e "mulheres de Darfur sofrem estupros múltiplos de gangues". Os manifestantes aplaudiram quando os congressistas foram detidos e algemados. As prisões já eram esperadas. O gabinete de Lantos emitiu um comunicado sobre elas com antecedência. O protesto pede que o governo sudanês aceite uma força de paz da ONU na região de Darfur e permita que organizações de ajuda humanitária tenham acesso total às vitimas. Manifestações contra a violência em Darfur estão previstas em uma dezena de cidades americanas neste final de semana, incluindo Washington. Presença internacional O conflito entre rebeldes e o governo deixou pelo menos 180 mil mortos e cerca de 2 milhões de desabrigados. O presidente Bush manifestou seu apoio por uma presença internacional mais forte em Darfur e os Estados Unidos autorizaram a doação de US$ 300 milhões para as vítimas da violência no local.

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