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Congresso americano adia votação do orçamento de 2015

Documento inclui o plano do presidente Obama para proteger imigrantes ilegais de deportação, criticado pelos republicanos

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 21h29

Os líderes republicanos da Câmara do Congresso americano adiaram a sessão de votação da lei de orçamento para 2015, que prevê um gasto de US$ 1,1 trilhão. O ato indica que os parlamentares ainda buscam apoio a fim de evitar uma paralisação à meia-noite, limite para a aprovação da proposta. A casa entrou em um "recesso" nesta quinta-feira, mas a intenção é votar a lei até o final do dia.

Se os republicanos não conseguirem aprovar a lei orçamental, é esperado que proponham uma extensão de três meses do financiamento atual do governo. O Senado provavelmente aprovaria a medida, evitando uma paralisação.

A proposta discutida hoje serve para financiar quase todos os gastos do governo americano até setembro de 2015. O documento inclui o plano do presidente Barack Obama para proteger milhões de imigrantes ilegais de deportação, criticado pelos republicanos. As dificuldades de líderes republicanos em garantir o apoio ao projeto de lei deram aos democratas uma abertura para pressionar suas demandas de cortes de gastos aos quais se opõem.

A Casa Branca apoiou pediu nesta quinta-feira para que os democratas construam apoio para a legislação, mas não ficou claro o impacto do pedido da presidência.

Presidente da Câmara, John Boehner, disse que a lei colocou os republicanos em uma posição melhor para desafiar plano de imigração do presidente no início do próximo ano, quando o partido terá o controle das duas casas do Congresso. "Nós vamos levar esta luta ao nível mais possível com as novas maiorias eleitas", afirmou Boehner. / Dow Jones Newswires

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