Sarah Silbiger/Getty Images/AFP
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Congresso americano terá número recorde de mulheres eleitas

Na Câmara, serão 116 deputadas das 435 vagas, mais do que as 102 eleitas dois anos atrás, nas eleições de meio de mandato

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 20h50

WASHINGTON - As mulheres conseguiram quebrar dois recordes na eleição americana deste ano. Nunca tantas congressistas foram eleitas para um legislatura e nunca tantas foram eleitas pelo Partido Republicano, de caráter mais conservador. A partir de janeiro, 141 mulheres ocuparão cadeiras no Congresso – mais do que o recorde de 127 estabelecido em 2018, segundo dados do Center for American Women and Politics, da Rutgers University. 

Serão 116 deputadas das 435 vagas, mais do que as 102 eleitas dois anos atrás, nas eleições de meio de mandato. No Senado, serão 25 mulheres entre as 100 cadeiras – esse número deve cair quando Kamala Harris, senadora da Califórnia, assumir a vice-presidência, mas pode subir se a republicana Kelly Loeffler vencer o segundo turno no Estado da Geórgia. 

O número de deputadas republicanas dobrou, subindo de 13 para pelo menos 26. As democratas eram 80, agora são 89. A proporção de mulheres no Congresso pode aumentar ainda mais nos próximos dias, já que a apuração de algumas disputas locais ainda não terminou. 

Este ano, o aumento da participação das mulheres na política americana está simbolizado pela eleição de Kamala, a primeira mulher e a primeira negra a ocupar um cargo tão alto no Executivo dos EUA. 

Na nova Câmara, ao menos seis das novas mulheres eleitas são negras - quatro democratas e duas republicanas. Entre as democratas, estão Cori Bush, a primeira deputada federal negra do Missouri, e Nikema Williams, eleita para a cadeira que pertenceu a John Lewis da Geórgia. Lewis, um ícone da luta pelos direitos civis nos EUA, morreu em julho deste ano./Com AP  

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