Tasos Katopodis/Getty Images/AFP
Tasos Katopodis/Getty Images/AFP

Congresso americano toma posse e espera definição na Geórgia

Com maioria democrata, Câmara reelegeu Nancy Pelosi para presidência; disputa por liderança no Senado será encerrada na próxima terça-feira, 5

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2021 | 18h30

WASHINGTON - O novo Congresso dos Estados Unidos assumiu suas funções neste domingo, 3,  em meio a um ambiente de expectativa pela definição da maioria no Senado e pela promessa de uma sessão agitada na próxima quarta, 6, quando será selada a vitória do presidente eleito Joe Biden.

A nova Câmara terá um perfil mais diverso que a antecessora, com o maior número de deputados negros e mulheres da história. O Partido Democrata é maioria, controlando 222 dos 435 assentos. Os republicanos aumentaram suas fileiras nas eleições de novembro. Entre os recém-chegados, estão Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, aliada de Trump ligada ao grupo conspiracioniosta Q-Anon, e a defensora de armas Lauren Boebert, do Colorado.

A casa reelegeu a democrata Nancy Pelosi, 80, para a presidência da Câmara, apesar da relutância de algumas vozes da esquerda do partido.

A Câmara e o Senado abriram ao meio-dia, conforme exigido por lei, com rígidos protocolos contra a covid-19. Cotovelos substituíram apertos de mão. Menos familiares de eleitos foram ao Capitólio. 

"Dizer que o novo Congresso se reunirá em um momento desafiador seria um eufemismo", disse o Senador Mitch McConnell na abertura da cerimônia, acrescentando, no entanto, que havia motivo para otimismo. O 117º Congresso toma posse no momento de maior polarização da história dos EUA, quando mesmo o resultado das eleições presidenciais continua a ser contestado -- sem provas.

Do outro lado do Capitólio, o Senado convocou um dia de abertura mais moderado, já que ambos os partidos aguardam duas eleições de segundo turno na Geórgia na terça-feira que determinará qual deles começará o ano no controle. O resultado pode determinar o destino das metas legislativas de Biden sobre mudanças climáticas, impostos e saúde; sua resposta à pandemia de coronavírus; e sua capacidade de preencher seu gabinete e juizes federais influentes.

Os republicanos atualmente têm uma vantagem, com 51 assentos contra 48 dos democratas. Os democratas teriam que varrer as duas disputas para empatar a Câmara e assumir o controle de forma efetiva quando a vice-presidente eleita Kamala Harris, que daria votos de desempate quando necessário, tomar posse com Biden em 20 de janeiro. /AFP e NYT

 

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