Congresso anistia Zelaya, que deve deixar Honduras

O Congresso de Honduras aprovou um decreto que anistia o presidente deposto Manuel Zelaya e os demais envolvidos nos acontecimentos relacionados ao golpe de Estado de 28 de junho. Hoje, o presidente eleito Porfirio Lobo assumirá o poder, enquanto Zelaya deve sair da embaixada brasileira em Tegucigalpa rumo à vizinha República Dominicana.

AE-AP, Agencia Estado

27 de janeiro de 2010 | 10h04

A votação sobre a anistia ocorreu na noite de terça-feira. O presidente eleito apoiava a proposta, que contou com o apoio decisivo de seu Partido Nacional. Lobo espera agora que outros países e instituições internacionais normalizem suas relações com Honduras.

Lobo disse esperar o mesmo de organismos internacionais financeiros, dos quais Honduras depende para enfrentar uma crise financeira, após seis meses de isolamento internacional e uma gestão errática das finanças públicas pelas administrações anteriores.

Ontem, a Suprema Corte de Honduras declarou inocentes os seis generais das Forças Armadas que expulsaram Zelaya para a Costa Rica. O presidente deposto voltou ao país em 21 de setembro e desde então está abrigado na embaixada brasileira.

Lobo firmou um compromisso com o presidente dominicano, Leonel Fernández, a fim de garantir a saída de Zelaya para a República Dominicana ainda hoje. Lobo disse que, logo após assumir, deve seguir para a sede diplomática do Brasil, junto com Fernández e o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, para acompanhar a saída de Zelaya.

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