Congresso argentino derruba anistia para militares

O Senado argentino revogou, numa votação esmagadora, duas leis de anistia dos anos 80 que encerraram os processos por abusos de direitos humanos cometidos durante a ditadura militar no país, de 1976 a 1983. Os senadores votaram pela revogação por 43-7, uma abstenção e 21 ausentes. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara. As Mães da Praça de Maio, organização de mulheres que perderam os filhos para a repressão na ditadura, comemoraram.A revogação ainda terá que ser examinada pela Suprema Corte, uma vez que defensores da anistia devem apelar ao Judiciário para manter as leis derrubadas, conhecidas como ?Parada Total? e ?Obediência Devida?, sancionadas em 1986 e 1987, respectivamente. As leis interromperam as investigações sobre violações de direitos humanos na ditadura Argentina, período em que 9.000 pessoas foram declaradas oficialmente mortas ou desaparecidas.A pressão para o Congresso derrubar as leis de anistia cresceu mês passado, depois que a Justiça deteve dezenas de ex-oficiais das Forças Armadas. Muitos dos 45 ex-militares são procurados pela Justiça espanhola em conexão com a morte ou desaparecimento de cidadãos espanhóis na Argentina.

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