Congresso argentino rejeita orçamento de 2011

É a primeira vez desde 1983, ano da redemocratização, que não há revisão da verba

Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 14h47

BUENOS AIRES - O projeto de lei para o orçamento de 2011 do governo argentino naufragou na noite da quarta-feira no Congresso e, pela primeira desde 1983, quando o país foi redemocratizado, o governo terá de trabalhar no ano seguinte com a mesma estimativa de receitas e gastos do ano em curso.

 

A oposição não conseguiu reunir dois terços do total de 257 votos na Câmara dos Deputados, que eram necessários para que o orçamento voltasse a ser discutido na Comissão de Orçamento e Fazenda, que era o seu objetivo. O governo também fracassou duas vezes, nas últimas semanas, em votar a matéria na Câmara.

 

Como foi concluído o período de sessões ordinárias no Congresso, a única forma do orçamento ser discutido é o Poder Executivo convocar sessões extraordinárias, o que o já foi adiantado que não ocorrerá. Assim, a presidente Cristina Fernández de Kirchner pode ter que governar 2011 com um orçamento equivalente ao deste ano.

 

"Existem mecanismos legais, constitucionais e jurídicos para que o país continue a ser administrado, mesmo ante uma irresponsabilidade de uma oposição como essa", disse o ministro da Economia, Amado Boudou. A oposição afirma que o orçamento de 2011 é uma "mentira", entre outras razões porque teria uma projeção incorreta dos indicadores econômicos, como da inflação.

 

A oposição pede que a proposta seja rediscutida na comissão. O projeto estima uma inflação de 8,4% para 2001 na Argentina, enquanto consultorias privadas projetam que os preços subirão 20%. As informações são da Associated Press.

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