JUAN MABROMATA/AFP
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Congresso argentino tira imunidade de homem forte do kirchnerismo e ele se entrega à polícia

De Vido foi ministro de Planejamento durante 12 anos dos governos kirchneristas

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 16h23
Atualizado 25 Outubro 2017 | 16h32

BUENOS AIRES - O Congresso argentino aprovou nesta quarta-feira, 25, o fim da imunidade do deputado Julio de Vido, um ex-ministro-chave dos governos Néstor e Cristina Kirchner, por suspeitas de corrupção. Ele se entregou momentos depois às autoridades, uma vez que sua prisão já havia sido pedida por dois juízes do caso. 

De Vido foi homem-forte e ministro de Planejamento durante 12 anos dos governos kirchneristas (2003-2015), nos quais foi responsável por gerenciar bilhões de dólares em obras públicas. 

Ele é acusado de desviar fundos na importação de gás líquido e na administração de um depósito de carvão. A medida  no Parlamento recebeu 176 votos a favor e 1 abstenção. 

A Câmara tem 257 cadeiras, mas o bloco da Frente para Vitoria (peronista de centro-esquerda, kirchneristas) não compareceu ao plenário para participar do debate, ao considerar que a iniciativa dos legisladores da base do presidente Mauricio Macri e seus aliados contava com a maioria necessária para sancionar a aprovação. 

A ex-presidente Cristina Kircher, agora senadora eleita, declarou recentemente que não "põe suas mãos no fogo por De Vido, nem por ninugém". A defesa do deputado assegurou que "não foram dadas as garantias constitucionais" em juízo, uma vez que foi negado a ele se pronunciar diante dos juízes responsáveis pelo caso. / AFP 

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