EFE/Leonardo Mua
EFE/Leonardo Mua

Congresso colombiano aprova convocação de plebiscito da paz para 2 de outubro

As únicas vozes contrárias foram as do opositor Centro Democrático, liderado pelo senador Álvaro Uribe

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2016 | 22h57

BOGOTÁ - O Congresso colombiano autorizou nesta segunda-feira o presidente Juan Manuel Santos a convocar para o dia 2 de outubro o plebiscito para referendar o acordo de paz assinado na semana passada com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Cuba.

Na plenária da Câmara 127 parlamentares votaram a favor enquanto 15 votaram contra. No Senado, o pedido do presidente foi aprovado por 68 votos e recebeu 21 contrários.

O ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, expressou sua satisfação pela aprovação. "É um dia de festa e os senhores souberam interpretar este sentimento. Hoje estamos no preâmbulo da paz definitiva para os colombianos", declarou Cristo.

Por sua vez, o senador do partido Aliança Verde, Antonio Navarro, ressaltou que "pela primeira vez este acordo com as Farc vai estar referendado pelos cidadãos".

"É necessário que todos os que participemos do plebiscito aceitemos o que diga a maioria e, ainda sem conhecer a pergunta, achamos que este Senado deve dizer sim à convocação de um plebiscito em 2 de outubro", acrescentou o ex-guerrilheiro.

Como se previa, o governo fez valer sua maioria e, de forma folgada, obteve a aprovação para convocar o plebiscito. As únicas vozes contrárias foram as do opositor partido de direita, Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente e senador Álvaro Uribe.

Entre os argumentos para separar-se das maiorias, o uribismo disse que a discussão era inconstitucional, pois o acordo final divulgado na semana passada não tinha a assinatura do presidente Santos, já que foi rubricado pelos chefes negociadores do governo e das Farc.

Ambas câmaras foram decoradas hoje pelos partidários do "sim" no plebiscito com balões brancos, enquanto o Centro Democrático levou outros de cor vermelha que, segundo disseram, representava o sangue das vítimas das Farc.

"Com estes acordos passaremos de ter congressistas com votos a congressistas com mortos", criticou o senador Fernando Araújo, do Centro Democrático, cuja bancada exibiu um cartaz com o desenho de um sapo para representar os pontos que considera polêmicos do acordo e a sociedade terá que engolir em prol da paz.

No plebiscito, cuja realização foi avalizada no último dia 18 de julho pela Corte Constitucional, a opção do "sim" deve obter pelo menos 13% do censo eleitoral, o que significa que necessitará pelo menos 4.396.626 votos para ser aprovado. / EFE

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