Oscar Del Pozo/AFP
Oscar Del Pozo/AFP

Congresso da Espanha prorroga estado de emergência por mais seis meses

Decisão abre espaço para duras restrições contra o agravamento da pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 17h50

O Congresso da Espanha aprovou nesta quinta-feira, 29, uma prorrogação de seis meses do estado de emergência, o que permite a aplicação de duras restrições para conter o agravamento das infecções por covid-19.

Decretado pelo governo de esquerda de Pedro Sánchez, o regime excepcional vigorará até 9 de maio e dá cobertura legal para o toque de recolher em quase todo o país.

Os governos de muitas das 17 regiões espanholas já se valeram da decisão, fechanco regiões e municípios que abrangem cerca de três quartos dos habitantes do país.

"Estamos cientes de que os cidadãos estão começando a se cansar de meses fazendo esforços e sacrifícios, mas não é hora de afrouxar as medidas. Estamos diante de algumas semanas ou alguns meses que vão ser muito difíceis", disse o ministro da saúde espanhol, Salvador Illa. 

Em meados de março, durante a primeira onda do coronavírus, o estado de emergência deu ao governo a possibilidade de decretar um severo confinamento domiciliar a todos os espanhóis. Por enquanto, está opção está descartada.

Embora agora o vírus tenha um crescimento menor na Espanha do que em seus vizinhos, o país continua sendo uma das regiões mais afetadas pela pandemia. 

A Espanha registrou nesta quinta-feira mais 23.580 casos de infecção, um recorde desde o início a pandemia. Com isso, a quantidade de positivos confirmados no país chegou a 1.160.083. Por outro lado, as mortes saltaram para 35.639, depois das 173 contabilizadas no balanço desta quinta-feira.

Segundo o Ministério da Saúde, a região de Madri segue sendo a com maior número de casos diários, com 1.809. Na sequência, aparecem a Catalunha, com 1.707; Aragón, com 1.121; e o País Basco, com 915.

A incidência acumulada nos últimos 14 dias, de casos por cada 100 mil habitantes, é de 468,1. Além disso, 14,2% das internações em hospitais se referem a pacientes com covid-19. Já a ocupação das UTIs chegou a 25,5%. /AFP e EFE

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