REUTERS/Brian Blanco
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Congresso da Flórida aprova lei que autoriza professores a trabalhar armados

Projeto já tinha passado pelo Senado do Estado e hoje foi aprovado pela Câmara dos Deputados; para entrar em vigor, a lei agora só precisa da sanção do governador

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 17h51

MIAMI - O Congresso da Flórida, nos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira, 1º, um polêmico projeto de lei que autoriza os professores do Estado a trabalharem armados

O projeto já tinha passado pelo Senado da Flórida e hoje foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor, a lei agora só precisa da sanção do governador, o republicano Ron DeSantis, que já indicou que vai assiná-la.

A proposta foi apresentada após um atirador invadir uma escola em Parkland e matar 14 estudantes e 3 professores em fevereiro do ano passado. Além disso, outras 15 pessoas ficaram feridas.

Uma comissão estadual que investigou o ataque a tiros concluiu no fim do ano passado que algumas das mortes poderiam ter sido evitadas se alguém do corpo docente estivesse armado.

Caso sancionado, o projeto autorizará que os docentes portem armas nas escolas, desde que passem por treinamento adequado, de mais de 100 horas, e por uma rígida avaliação psicológica.

O Partido Democrata e várias organizações civis, como sindicatos de professores e associações de pais de alunos, são contrários ao projeto, que praticamente transforma os professores em policiais.

DeSantis apresentou em fevereiro um plano de segurança com base nas recomendações feitas pela comissão que investigou o massacre em Parkland. A proposta já prevê a presença de agentes armados em todas as instituições de ensino do Estado.

O massacre em Parkland foi a origem de uma lei sancionada em 2018, que aumentou a idade mínima para se comprar armas no Estado de 18 para 21 anos. Além disso, a legislação criou um período de espera de três dias para adquirir uma arma de longo alcance.

O autor do massacre, Nikolas Cruz, ex-aluno da escola em Parkland, ainda aguarda julgamento pelos 17 homicídios que cometeu. / EFE

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