Moises Castillo / AP
Moises Castillo / AP

Congresso da Guatemala levanta imunidade de presidente acusado de corrupção

Otto Pérez Molina agora poderá ser investigado sobre um escândalo de fraude fiscal

O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2015 | 21h20

Em uma votação histórica, o Congresso da Guatemala aprovou nesta terça-feira a retirada da imunidade do presidente Otto Pérez Molina, abrindo caminho para que ele seja investigado em um escândalo de fraude fiscal que já levou sua vice, Roxana Baldetti, à prisão. Um juiz proibiu o presidente de deixar o país para impedir sua fuga.

Do lado de fora do Congresso, centenas de pessoas com a bandeira da Guatemala festejaram o resultado. O pedido de anulação da imunidade foi feito no dia 21 pelo Ministério Público, que diz ter provas suficientes para comprovar envolvimento de Molina na rede de corrupção aduaneira, conhecida como La Línea.

O porta-voz da presidência, Jorge Ortega, afirmou que Pérez Molina respeita a decisão e enfrentará a justiça. "O presidente está consciente do novo cenário, que não era o mais desejável, mas era muito provável", disse Ortega. 

Os 132 deputados do Congresso votaram pelo levantamento da imunidade de Pérez Molina, que rejeitou ter participado da fraude. Sem a imunidade do cargo, Pérez Molina poderá ser processado como um cidadão comum e até ir para a prisão. 

No escândalo que atingiu Pérez Molina funcionários do governo e particulares receberam subornos de empresários para que lhes ajudassem a evadir impostos em suas importações. A ex-vice-presidente, que renunciou ao cargo em 8 de maio, foi enviada na semana passada à prisão preventiva. / AP  e AFP

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