EFE/Ritchie B. Tongo
EFE/Ritchie B. Tongo

Congresso das Filipinas anuncia Rodrigo Duterte como novo presidente do país

Ex-prefeito da cidade de Davao, onde era conhecido como "castigador", ganhou a corrida pela chefia de Estado com a promessa de que será implacável com a criminalidade e a corrupção

O Estado de S. Paulo

30 Maio 2016 | 11h34

MANILA - O Congresso das Filipinas proclamou nesta segunda-feira, 30, Rodrigo Duterte como o novo presidente do país, e Leni Robredo como seu vice, oficializando o resultado das eleições realizadas no início de maio.

Apesar das altas taxas de crescimento, os filipinos continuam vivendo em meio a pobreza, corrupção e a violência perpetuada por grupos insurgentes. Durante a campanha, combater esses problemas foi a bandeira principal de Duterte.

O novo presidente não compareceu à cerimônia na Câmara dos Deputados, e justificou a decisão dizendo que prefere evitar este tipo de evento.

As três filhas de Robredo se juntaram a ele durante a cerimônia. O presidente do Senado levantou as mãos para comemorar a vitória. “Há um pouco de nervosismo”, disse aos repórteres. “Mas talvez seja mais entusiasmo por receber a chance de fazer a diferença.”

A apuração final anunciou que Duterte recebeu 16,6 milhões de votos, o que já era indicado pelos números provisórios das eleições gerais do dia 9 de maio.

Robredo conseguiu chegar à vice-presidência com 14,41 milhões de votos, apenas 260 mil a mais que seu rival, Ferdinand "Bongbong" Marcos, filho do falecido ditador Ferdinando Marcos.

Rodrigo Duterte, de 71 anos, ex-prefeito da cidade de Davao, onde era conhecido como "castigador", ganhou a corrida pela chefia de Estado com a promessa de que será implacável com a criminalidade e a corrupção.

Desde o dia da eleição, na qual mais de 54 milhões de filipinos estavam convocados a comparecer, tanto Robredo como Marcos haviam se declarado vencedores da vice-presidência em razão dos resultados refletidos pelos números provisórios.

O filho do ex-ditador também denunciou irregularidades na apuração dos votos e argumentou que o servidor que recebia os números dos sufrágios durante o dia das eleições havia sido manipulado. Por isso, Marcos apresentou uma denúncia contra a Comissão Eleitoral das Filipinas e contra a Smartmatic, empresa provedora dos serviços informáticos, e pediu uma revisão do sistema. /Associated Press e EFE

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