Congresso deve decidir novo presidente argentino

O Congresso argentino se reunir hoje à tarde para decidir o futuro presidente do país. O principal nome para assumir o governo após a pior crise política da história é Eduardo Duhalde, ex-vice-presidente no governo de Carlos Meném. A opção por Duhalde vem sendo sustentada pelo poderoso governador da província de Buenos Aires, o peronista Carlos Ruckauf. Embora o nome de Duhalde encontre resistência dentro do próprio partido peronista, a União Cívica Radial e a Frepaso anteciparam hoje que deverão dar respaldo a um governo indicado pelos peronistas ? que tem maioria no congresso e na prática devem escolher o novo presidente. Ontem, em um acordo entre radicais e peronistas, o Congresso decidiu suspender as eleições marcadas para 3 de março próximo. Com isto, o presidente escolhido pelo Congresso deve governar a Argentina até 2003, prazo que deveria terminar o governo de Fernando De la Rúa. Na reunião desta tarde o Congresso deve aceitar a renúncia do presidente interino, Adolfo Rodriguez Saá e decidir o novo nome à Casa Rosada. Hoje, Ruckauf disse que Duhalde "formará um governo de salvacão nacional, com homens e mulheres que representam a outras forças políticas". Contudo, se o nome de Duhalde pode ser consenso, a proposta de se unir as outras forças políticas em um futuro gabinete de ?salvação da Argentina? pode enfrentar alguma dificuldade, dentro, inclusive de alguns setores peronistas que não aceitam a idéia de Duhalde no governo. Outros líderes peronistas fortes, como José Manuel de la Sota, governador de Córdoba ? que foi apontado por Saá como um dos responsáveis pela falta de apoio político que o levou a renunciar ?, Néstor Kirchner (governador de Santa Cruz) e Ruben Marín (governador de La Pampa) querem eleições o mais rápido possível e se opõem a um governo de salvação nacional.

Agencia Estado,

01 Janeiro 2002 | 15h08

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