Congresso do Chile propõe acordo para impasse com estudantes

Presidente do Senado afirma que protestos 'mudaram o país', mas que é hora de realizar mudanças

Agência Estado

11 de agosto de 2011 | 14h58

SANTIAGO - Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado do Chile fizeram nesta quinta-feira, 11, uma proposta para um acordo político entre os estudantes e o governo que resolva o prolongado conflito estudantil no país.

 

Veja também:

mais imagens GALERIA: Os enfrentamentos em Santiago

 

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, apoiou a iniciativa dos políticos e embora não tenha dito quais passos dará, assinalou a necessidade de "buscar de uma vez por todas o diálogo fértil e fecundo, que é a única maneira que permitirá que avancemos a qualidade e o financiamento da educação, grandes prioridades dos estudantes".

 

O presidente do Senado, Guido Girardi, de centro-esquerda, afirmou que com os protestos os estudantes "conseguiram mudar o Chile. Eles precisam transformar o que fizeram em mudanças verdadeiras".

 

Embora tenha manifestado a vontade de dialogar, o governo de Piñera, conservador, ainda não deu nenhum passo concreto para resolver a crise que se arrasta há meses. Os estudantes protestam por melhores condições de ensino e são contra a privatização das universidades públicas. O ministro da Educação, Felipe Bulnes, apresentou uma proposta para evitar que os alunos afetados pela greve e que não participaram do protesto não percam o ano escolar.

 

Os estudantes chilenos conseguiram o apoio da maioria da população e isso repercutiu na imagem de Piñera, o qual possui no momento uma taxa de desaprovação superior a 53% dos chilenos, mostrou uma pesquisa recente. Manifestações enormes acontecem em Santiago desde junho. O protesto mais recente aconteceu na terça-feira desta semana e reuniu 100 mil pessoas. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.