Congresso dos EUA aprova novas sanções

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2010 | 00h00

O Congresso americano deu ontem o primeiro passo para a adoção de um novo pacote de sanções unilaterais contra o Irã. O Comitê de Bancos do Senado e o Comitê de Relações Exteriores da Câmara conseguiram fundir seus projetos de lei em um único texto que, uma vez aprovado, dará ao presidente Barack Obama o poder de adotar três dentre nove opções de penalidade.

Os alvos serão empresas e instituições financeiras americanas e estrangeiras que negociem com companhias iranianas do setor energético e forneçam bens e serviços a seus complexos nucleares.

Em princípio, o projeto deverá alcançar a exportação de etanol ao Irã, negócio que o governo brasileiro gostaria que fosse fechado pela Petrobrás. De acordo com comunicado conjunto do senador Chris Dood e do deputado Howard Berman, responsáveis pela fusão dos textos originais, as sanções não se limitarão aos segmentos petroleiro e nuclear.

"(O projeto de lei) expande o escopo das sanções autorizadas pela Lei de Sanções ao Irã (de 1996) por meio da imposição de medidas a empresas estrangeiras que vendam bens, serviços ou tecnologia destinados ao desenvolvimento do setor de energia", diz o comunicado.

Na versão de 1996, o presidente americano poderia escolher apenas duas sanções dentre seis opções de sanção. Com o projeto comum, que certamente terá tramitação rápida nas duas Casas, três novas penalidades foram incluídas na lista: proibição de acesso das empresas alvo ao mercado de câmbio e ao sistema bancário dos EUA e a transações de propriedades no país.

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