Paul Ratje/AFP
Paul Ratje/AFP

Congresso dos EUA aprova orçamento de US$ 4,6 bi para auxílio na fronteira

Texto segue para sanção do presidente Donald Trump; oposição democrata não chegou a acordo para barrar proposta

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2019 | 22h17

WASHINGTON - O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 27, o orçamento de US$ 4,6 bilhões para atender os migrantes na fronteira com o México. Agora, falta apenas que a norma seja promulgada pelo presidente Donald Trump.

A Câmara Baixa, dominada pela oposição democrata, aprovou por 305 votos a 102 a lei que já tinha sido aprovada na véspera pelo Senado, de maioria republicana.

A oposição democrata tentou a inclusão da proteção explícita a menores migrantes, mas cederam diante da negativa republicana.

"Temos que assegurar que estejam disponíveis os recursos necessários para proteger as crianças", disse a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

O dinheiro de emergência dará uma injeção financeira para as instalações ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, em meio a uma crise crescente pelas condições de alojamento dos menores, algumas vezes sem sabonetes, pasta de dentes ou chuveiros, com pouca supervisão de adultos e comida insuficiente.

A medida financiará agências como o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Saúde, afetado pelo fluxo de migrantes que chegam à fronteira sul, a maioria da América Central.

Os partidos Democrata e Republicano têm brigado por meses pelos recursos para a fronteira.

Os republicanos insistem que a medida inclua dezenas de milhões de dólares em pagamentos de horas extras e outras remunerações para o pessoal fronteiriço, autoridade para deslocar pessoal militar e para investigar os traficantes de seres humanos.

"Hoje prevaleceu o senso comum sobre o partidarismo no Congresso", disse Kevin McCarthy, líder dos republicanos na Câmara baixa, e exigiu que os dois partidos agora acertem juntos o combalido sistema migratório.

As tensões na fronteira nas últimas semanas levaram à uma crise, iniciada pela notícia de que mais de 100 menores de idade teriam retornado a abrigo denunciado por maus tratos. Nesta semana, o chefe da Agência de Alfândega e Proteção da Fronteira americana, John Sanders, anunciou que renunciará até o mês de julho. / AFP

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