Congresso dos EUA começa a analisar acordo nuclear com Teerã

Legisladores americanos têm 60 dias para aprovar ou rejeitar pacto; ministro alemão é o primeiro a visitar o Irã

O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 03h00

O Departamento de Estado americano transferiu oficialmente ontem aos membros do Congresso o complexo texto do acordo sobre o programa nuclear iraniano, dando início, assim, ao que deve se tornar uma acirrada disputa no legislativo dos EUA.

Funcionários americanos de alto escalão estão se preparando para o confronto no Congresso, de maioria republicana, que não poderá modificar os termos do acordo histórico, mas decidirá se o aprovará ou não.

“O 1.º dia dos 60 dias de revisão do texto começa amanhã (hoje)”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, após informar que já havia sido enviado ao Congresso o plano de ação conjunto, com seus anexos e materiais relacionados.

O Irã e as potências do P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha –, mais a Alemanha), fecharam na terça-feira um acordo final sobre o programa nuclear iraniano depois de 22 meses de intensas negociações.

Segundo o texto, o Irã desmantelará a produção de grande parte de sua indústria nuclear em troca da flexibilização e eventual suspensão de duras sanções econômicas.

O acordo despertou muitas críticas, dentro e fora dos EUA, entre elas as do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que considera que o acordo dará margem para a república islâmica se armar com uma bomba atômica.

Visita. O ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, chegou ontem ao Irã com uma delegação econômica, tornando-se o primeiro político ocidental de alto escalão a visitar o país após o anúncio do acordo nuclear. Ao viajar a Teerã com representantes da indústria e executivos, Gabriel envia um forte sinal de que Berlim quer reconstruir os laços econômicos e políticos com o Irã.

“O acordo de Viena estabeleceu as fundações para uma normalização das relações econômicas com o Irã”, disse Gabriel. “A precondição para isso é que as medidas previstas no acordo sejam agora implementadas”, disse Gabriel, que também é vice-chanceler da Alemanha. / AFP e EFE

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