Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Congresso dos EUA concede visto permanente a bebê britânico com doença terminal

O bebê sofre de miopatia mitocondrial, uma doença rara e incurável que provoca perda progressiva da força muscular, e seus pais tentam evitar que os aparelhos que o mantêm vivo sejam desligados; família quer submetê-lo a tratamento experimental nos EUA

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2017 | 17h41

ROMA - O Congresso dos Estados Unidos concedeu status de "residente permanente" ao bebê britânico Charlie Gard, de 11 meses, e sua família para permitir que o menino possa ser tratado no país.    

 

 O anúncio foi feito pelo deputado democrata Jeff Fortenberry no Twitter e tem como objetivo, segundo as palavras do congressista, garantir que Charlie "receba o tratamento médico que necessita".       

O bebê sofre de miopatia mitocondrial, uma doença rara e incurável que provoca perda progressiva da força muscular, e seus pais tentam evitar que os aparelhos que o mantêm vivo sejam desligados.       

Não se sabe ainda se a decisão do Congresso dos EUA terá efeito prático, mas Charlie deve passar por exames nos próximos dias para avaliar a funcionalidade de seus músculos. O resultado desses testes é fundamental para entender se o bebê pode ser submetido a um tratamento experimental.       

Se os danos já sofridos forem irreversíveis, não haverá possibilidade de testar o protocolo no menino britânico. Na última segunda, Charlie recebeu a visita do neurologista americano Michio Hirano, da Universidade de Columbia, em Nova York, que oferecera o tratamento experimental.       

No entanto, segundo o jornal The Telegraph, a equipe internacional guiada por Hirano, que também inclui um especialista do hospital católico Bambino Gesù, em Roma, não conseguiu convencer os médicos de Charlie, que acreditam que é melhor deixá-lo morrer.       

Connie Yates e Chris Gard, pais do bebê, conseguiram arrecadar mais de 1 milhão de libras para financiar a viagem aos EUA, mas a Justiça do Reino Unido ordenou que os aparelhos do menino fossem desligados.       

A sentença foi referendada pela Corte Europeia dos Direitos Humanos, porém, a Alta Corte de Londres decidiu reavaliar o caso, a pedido do hospital Great Ormond Street, onde o bebê está internado.       

O julgamento havia sido marcado para sexta-feira passada, foi adiado para segunda, mas só deve acontecer no próximo dia 21 de julho. / Ansa 

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