EFE/ Jim Lo Scalzo
EFE/ Jim Lo Scalzo

Congresso dos EUA conclui aprovação de orçamento para evitar novo ‘shutdown’

Projeto, viabilizado após acordo entre democratas e republicanos, prevê US$ 1,35 bi para construção de muro de 88 quilômetros na fronteira com o México

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2019 | 01h55

WASHINGTON - O Congresso dos Estados Unidos concluiu nesta quinta-feira, 14 (madrugada de sexta-feira, 15, no Brasil) a aprovação do projeto de lei orçamentário que prevê US$ 1,35 bilhão para construção de um muro na fronteira com o México. O texto precisa agora ser sancionado pelo presidente Donald Trump para evitar um novo fechamento administrativo a partir desta sexta-feira.

A Câmara dos Representantes aprovou o projeto, por 300 a 128 votos, no final da noite desta quinta. Mais cedo, o texto foi aprovado pelo Senado com 83 votos a favor e 16 contra.

A Casa Branca anunciou que Trump ratificará o projeto, que inclui US$ 1.375 bilhão para o muro, longe dos US$ 5,7 bilhões exigidos pelo presidente ao Congresso e que forçaram o fechamento administrativo anterior, o mais longo da história dos EUA, que durou 35 dias, entre dezembro e janeiro.

No total, o projeto orçamentário, acordado entre lideranças democratas e republicanas no início da semana, trata de um montante de US$ 333 bilhões, que servirá para financiar um quarto da administração até o outono.

Trump acompanhará o projeto de orçamentos de uma declaração de emergência nacional, segundo antecipou a Casa Branca, onde pretende financiar o muro após as negativas recebidas do Congresso em seus dois anos no poder. A medida permite que o presidente passe por cima da decisão dos parlamentares e o autoriza a realocar fundos para a construção do muro.

"O presidente Donald Trump assinará a lei orçamentária do governo e, como já disse, tomará outras medidas executivas - incluindo a declaração de emergência nacional - para garantir um fim à crise humanitária e de segurança na fronteira", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado. \ EFE

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