Congresso dos EUA deve debater sobre Estado Islâmico

O presidente dos EUA, Barack Obama, pode estar prestes a conseguir o que deseja do Congresso: a autorização para armar rebeldes sírios na luta contra militantes do Estado Islâmico.

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 09h29

Obama disse ontem estar confiante de que as operações definidas por ele vão reverter o avanços do Estado Islâmico e eventualmente derrotar o grupo militante. Obama disse que os norte-americanos estão do lado certo da história.

Debater e votar sobre a autorização para o presidente utilizar força militar contra extremistas do grupo daria aos parlamentares uma maneira de revisar a estratégia mais ampla do país no Oriente Médio e assegurar a função do Congresso no que diz respeito a questões de segurança nacional.

Obama tem deixado claro que acredita que não precisa da aprovação do Congresso para combater o Estado Islâmico. Assessores da Casa Branca citam uma resolução de uso de força aprovada pelos parlamentares em 2001 para dar ao presidente aprovação para ações militares contra grupos ligados a ataques terroristas do 11 de setembro. A resolução continua em vigor porque não continha uma data de vencimento.

Apesar de Obama não ter pedido autorização, o deputado democrata Adam Schiff, do Comitê de Inteligência da Câmara, afirmou que o Congresso não deve esperar a Casa Branca agir. Segundo ele, será um "golpe" para o Congresso como instituição se os parlamentares não votarem sobre o assunto. "Nada nos impede a não ser falta de coragem política", disse.

O Congresso não deve abrir o debate sobre o assunto antes das eleições parlamentares de novembro. Até muito recentemente, a maioria dos parlamentares estava relutante em assumir uma posição pública sobre a questão. Mas líderes da Câmara e do Senado já sinalizaram que a votação pode ser possível após as eleições.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse esta semana que o governo apreciaria uma mostra de apoio do Congresso à estratégia de Obama. "Uma potencial mostra de apoio poderia ser uma autorização refinada de uso militar", afirmou. "Mas, novamente, isso não é necessário, porque o presidente tem a autoridade que precisa." Fonte: Dow Jones Newswires.

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