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Congresso dos EUA diz que 250 americanos se uniram a EI na Síria e no Iraque

Falta estratégia nacional para enfrentar este problema, afirma Michael McCaul, presidente do Comitê de Segurança Nacional da Câmara

O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 21h08

WASHINGTON - Os esforços dos Estados Unidos para evitar o fluxo de combatentes estrangeiros à Síria e ao Iraque para unir-se ao Estado Islâmico (EI) "fracassaram", e nos primeiros nove meses deste ano se uniram às fileiras jihadistas 7 mil estrangeiros, entre eles 250 americanos, afirmou nesta terça-feira o Congresso americano.


"Apesar dos esforços arranjados para deter o fluxo, fracassamos em grande medida para deter americanos que tentam viajar ao exterior para unir-se aos jihadistas", assinalou o relatório bipartidário encomendado pelo Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes.

Entre janeiro e setembro, mais de 7 mil combatentes se integraram ao Estado Islâmico e, embora a maioria proceda do Oriente Médio e do norte da África, também estão incluídos 250 cidadãos americanos, dos quais 30% são mulheres, apontou o relatório.

Destes, as autoridades só conseguiram deter 28 antes que viajassem a Síria ou Iraque.

O relatório pede uma reforma completa da estratégia do governo americano para fazer frente "à maior convergência global de jihadistas da história".

Em entrevista coletiva, o presidente do comitê, Michael McCaul, representante republicano pelo Texas, ressaltou que esses dados indicam que "a ameaça está piorando, não melhorando" e que "estamos perdendo a batalha para evitar que americanos viajem ao campo de batalha".

"Mais importante ainda, carecemos de uma estratégia nacional para enfrentar este problema", acrescentou McCaul.

Desde 2011, as autoridades americanas calculam que mais de 30 mil combatentes estrangeiros engrossaram as fileiras do Estado Islâmico procedentes de mais de uma centena de países. / EFE

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