Congresso dos EUA pode dificultar acordo com Irã

Alerta veio da chefe da negociação nuclear, Wendy Sherman, que admitiu a torcida contra o pacto de alguns aliados do governo

O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2014 | 11h33

WASHINGTON - A chefe de negociações dos Estados Unidos para o acordo nuclear com o Irã afirmou na quinta-feira, 23, que alguns aliados dos americanos e membros do Congresso esperam que a operação diplomática falhe. A declaração serviu ao propósito de dar um pequena noção da difícil tarefa que Barack Obama terá de enfrentar se não cumprir o prazo para assinar o acordo com Teerã.

Após o dia 24 de novembro, no entanto, assinar o acordo pode se tornar mais difícil. O Congresso americano pretende instituir novas sanções ao país, caso o esforço diplomático em Teerã não cumpra o prazo final.

A subsecretária de Estado para assuntos políticos, Wendy Sherman, disse que os negociadores estão focados em conquistar um acerto que dê confiança ao mundo de que o programa nuclear do Irã é pacífico. Em troca, o país receberia um alívio significativo das sanções internacionais que travam sua economia.

"O governo Obama tem consultado regularmente membros do Congresso e com muitos parceiros do exterior, incluindo Israel e Estados do golfo. Ouvimos uma variedade de preocupações e fizemos o nosso melhor para responder a questionamentos", afirmou Sherman.

Os detalhes das negociações têm sido mantidos a sete chaves pelos parceiros na empreitada diplomática: Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e o Irã. Os parâmetros mais amplos do acordo, no entanto, estão claros. O Irã teria de reduzir o número de centrífugas enriquecendo urânio e redesenhar um reator para que não produza plutônio. Os dois materiais são utilizados na produção de armas nucleares.

Em troca, os Estados Unidos em particular irão reduzir algumas de suas sanções econômicas que têm cortado o Irã dos mercados internacionais. / AP

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