Congresso dos EUA pode se envolver em escândalo britânico

A crítica à News Corp. sobre o escândalo de escutas ilegais na Grã-Bretanha cruzou o oceano. Antes da decisão do FBI, alguns deputados americanos pediram que o Congresso investigue uma possível conduta da imprensa britânica na tentativa de grampear os telefones de vítimas do 11/9.

Brian Stelter e Floyd Norris, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2011 | 00h00

O senador Frank Lautenberg sugeriu que o Departamento de Justiça considere uma investigação sobre o suborno de policiais britânicos. Como a empresa tem sua base nos EUA, o pagamento violaria a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras. Muitos políticos concordaram com Lautenberg, afirmando que a investigação poderia revelar que as informações são o começo do problema da News Corp.

Especialistas duvidam que o governo incentive um processo contra a News Corp. Ellen Podgor, professora de direito na Universidade de Stetson e autora de um blog sobre leis anticorrupção, afirmou que começar uma investigação contra a empresa "seria como entrar em um campo minado." Segundo ela, os promotores poderiam levar em conta a Primeira Emenda - que veta o cerceamento da liberdade de expressão e imprensa nos EUA - e o fato de que outros estatutos regem a conduta na Grã-Bretanha, país onde o jornal é editado.

Grupos de defesa de interesses públicos e civis, incluindo opositores da News Corp. e de Murdoch há anos, já preparam petições e propõem discussões no Congresso sobre a conduta da empresa. A diretora executiva da organização Cidadãos pela Responsabilidade e pela Ética em Washington, Melanie Sloan, disse que, "assim como o Parlamento britânico quer ouvir as pessoas envolvidas, o Congresso americano tem a capacidade de intimar os funcionários da News Corp. e pedir que eles se expliquem."

SÃO JORNALISTAS DO "NEW YORK TIMES"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.