Congresso hondurenho analisa hoje Plano Arias

Comissão entregará seu parecer sobre possível anistia política e retorno de Zelaya ao poder

AP E AFP, O Estadao de S.Paulo

30 de julho de 2009 | 00h00

A comissão do Congresso de Honduras responsável por estudar a concessão de uma possível anistia política ao presidente deposto, Manuel Zelaya, deve anunciar hoje sua recomendação ao plenário, indicando uma possível saída para o impasse político que já se arrasta há mais de um mês.A recomendação do grupo de sete parlamentares é vista como uma oportunidade de o governo de facto ceder em alguns dos pontos mais polêmicos da proposta de reconciliação apresentada pelo presidente costa-riquenho, Oscar Arias, que atua como mediador na crise. Entre as sugestões de Arias estão a anistia política, a restituição da presidência a Zelaya e a antecipação das eleições, já rejeitada pelo Tribunal Eleitoral. Funcionários do governo golpista indicaram ontem que o presidente de facto, Roberto Micheletti, manifestou, pela primeira vez, seu apoio a um acordo que permitiria o retorno de Zelaya ao poder.A entrega do parecer da comissão coincidirá com o segundo dia da reunião de Tuxtla, na Costa Rica, entre representantes do México, da Colômbia e de países da América Central. O golpe em Honduras e a tensão política entre os governos da Colômbia e da Venezuela - por causa do suposto tráfico de armas de Caracas para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - dominaram ontem o início da cúpula.O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, que está em Tuxtla, disse esperar que em ambos os casos sejam encontradas saídas pacíficas. Ontem, uma comissão da ONU chegou à cidade nicaraguense de Las Manos, de onde Zelaya tenta organizar seu retorno. Zelaya e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, pedem que a ONU conceda status de refugiado aos hondurenhos que cruzaram a fronteira para apoiar o presidente deposto.Em Tegucigalpa, o governo de facto minimizou ontem a importância da decisão dos EUA de suspender os vistos de funcionários hondurenhos que participaram do golpe. Funcionários disseram que ainda poderiam entrar nos EUA com vistos de turistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.