Congresso japonês aprova extender sanções a Pyongyang

Medidas ampliam proibição de trocas comerciais por mais seis meses; medida deve seguir para o Senado

Efe,

02 de novembro de 2007 | 11h50

A câmara baixa do Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira, 1, prorrogar por seis meses as sanções econômicas à Coréia do Norte, com os votos favoráveis dos partidos da coalizão governamental e do principal grupo de oposição, informou a agência Kyodo. Estas medidas proíbem a importação de produtos norte-coreanos pelo Japão, assim como as exportações de muitos produtos japoneses à Coréia do Norte e a entrada em águas territoriais japonesas dos navios de bandeira norte-coreana. A extensão das sanções obteve a aprovação do Congresso graças ao apoio do Partido Liberal Democrático (PLD) e do Novo Komeito, legendas que formam a coalizão que governa o país, assim como do Partido Democrático (PD), grupo que lidera a oposição. O bloqueio japonês à Coréia do Norte, que terá que superar outra votação no Senado controlado pelo PD, contou com a rejeição do Partido Comunista do Japão (PCJ) e do Partido Social Democrata.  Os comunistas, que defenderam a última prorrogação das sanções aprovada em maio, foram contra porque "não há razão para que o Japão continue suas próprias sanções depois dos gestos de Pyongyang para desmantelar as instalações nucleares", disse Kazuo Shii, líder do PCJ. "O Japão deveria ter um papel ativo para resolver o caso dos seqüestros", acrescentou Shii em entrevista coletiva, em referência à participação japonesa nas conversas multilaterais sobre programa nuclear norte-coreano. Os seqüestros de cidadãos japoneses durante os anos 70 e 80 pelo regime comunista para treinar seus serviços de inteligência é um dos principais obstáculos à normalização das relações entre os dois países. O Japão impôs sanções pela primeira vez à Coréia do Norte depois do teste nuclear realizado por Pyongyang em outubro de 2006.

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