Congresso mexicano debate reforma energética

Os senadores mexicanos iniciaram neste domingo as discussões sobre um projeto que permitirá que empresas privadas produzam petróleo e gás no México pela primeira vez em 75 anos. A ideia provocou protestos de grupos que se opõem às mudanças que vão dar fim ao monopólio de décadas da petrolífera estatal Petroleos Mexicanos (Pemex).

AE, Agência Estado

08 de dezembro de 2013 | 19h40

O projeto elaborado no sábado pelo governista Partido Revolucionário Institucional (PRI) e pelo conservador Partido da Ação Nacional (PAN) vai além do plano inicial do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, ao permitir o compartilhamento de contratos e licenças para produzir petróleo, além dos contratos de divisão de lucros propostos por Peña Nieto.

O PRI e o PAN têm votos suficientes em ambas as casas do Congresso para garantir a maioria de dois terços necessárias para aprovar o projeto. O Partido da Revolução Democrática (PRD) e outros grupos esquerdistas, porém, veem o projeto como o fim do controle estatal de um setor estratégico e planejam uma série de protestos.

O texto quebra um tabu de anos no país, provocado pela expulsão de petrolíferas estrangeiras do México em 1938 pelo então presidente Lazaro Cardeñas, tornando o petróleo símbolo de orgulho nacional e soberania.

A reforma energética é uma das principais propostas de Peña Nieto, que está em seu primeiro ano de governo e já fez mudanças significativas na educação, telecomunicações e impostos do México, definindo assim os fundamentos para um crescimento econômico mais forte do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
MéxicoCongressoreforma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.