Congresso peruano manda presidente pagar viagem

O Congresso peruano autorizou o presidente Alejandro Toledo a viajar para a Universidade de Stanford, na Califórnia, para sua colação de grau neste fim de semana, mas com uma condição: a de que ele pague a própria passagem. O Congresso aprovou na quinta-feira à noite - por 44 votos, contra 15 e 39 abstenções - o pedido de Toledo para visitar a universidade pela qual se formou. Mas na publicação, hoje, da resolução no diário oficial, foi especificado que ele não pode usar o avião presidencial e que os demais membros de sua comitiva também terão de viajar por conta própria. "Não se trata de uma visita oficial e, sim, privada. Nossa resolução é clara. Ele não pode gastar dinheiro do Estado", disse hoje o congressista José Barba Caballero à emissora Radioprogramas. Com a popularidade de Toledo abaixo de 15% nas últimas pesquisas, a decisão mostra que seu apoio diminuiu também no Congresso, que normalmente aprova as viagens presidenciais sem reservas. A ida a Stanford acontece num momento adverso do mandato do presidente, que acaba de completar 23 meses no poder. Uma onda de greves e protestos no mês passado forçou Toledo a declarar um estado de emergência por 30 dias e colocar militares nas ruas para restabelecer a ordem nos 24 departamentos (províncias) do país. Na segunda-feira, um grupo de guerrilheiros do grupo maoísta Sendero Luminoso seqüestrou 72 pessoas num distante acampamento de trabalhadores construindo um gasoduto, libertando-as no dia seguinte.

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