AP Photo / Julie Jacobson
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Congresso rejeita veto de Obama e projeto sobre Arábia Saudita e 11 de Setembro vira lei

A decisão representou um golpe para o presidente e para Riad, um dos mais antigos aliados americanos no mundo árabe

O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2016 | 20h40

WASHINGTON- O Congresso dos Estados Unidos rejeitou de maneira esmagadora nesta quarta-feira, 28, o veto do presidente Barack Obama à legislação que permite que parentes das vítimas do 11 de Setembro processem a Arábia Saudita, o primeiro veto derrubado dos seus oito anos de governo.

A Câmara dos Deputados votou por 348 a 76 contra o veto, horas depois de o Senado rejeitar por 97 a 1, o que significa que a “Justiça Contra Patrocinadores de Ato de Terrorismo” vai virar lei.

A decisão representou um golpe para Obama e para a Arábia Saudita, um dos mais antigos aliados americanos no mundo árabe.

Os 11 vetos anteriores de Obama foram ratificados, mas desta vez quase todos os seus mais fortes apoiadores no Congresso ficaram contra ele numa das últimas ações antes de os parlamentares deixarem Washington para fazer campanha para as eleições de 8 de novembro.

"Derrubar um veto presidencial é algo que consideramos sério, mas foi importante neste caso permitir que as famílias das vítimas do 11 de Setembro possam ir atrás de justiça, mesmo se isso causar desconfortos diplomáticos”, afirmou o senador democrata Charles Schumer em comunicado.

Schumer representa Nova York, local do World Trade Center e casa de muitas das quase 3 mil pessoas mortas nos ataques de 2001, dos sobreviventes do ataque e dos parentes das vítimas. Ele liderou a luta pela legislação no Senado junto com o republicano John Cornyn.

Obama argumentou que a proposta poderia expor empresas, tropas e autoridades americanas a processos judicias e alienar importantes aliados em tempos de distúrbios globais. Ele telefonou para o líder da minoria no Senado, Harry Reid, e escreveu uma carta para ele explicando que acreditava de forma convicta que a lei poderia ser prejudicial aos interesses americanos. Reid foi o único senador a votar com Obama.

Um porta-voz da Casa Branca criticou a decisão do Senado. / REUTERS 

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