Congresso venezuelano aprova nova bandeira para o país

O presidente Hugo Chávez conduziu a Venezuela firmemente para a esquerda e agora conseguiu que até o cavalo estampado na bandeira nacional corresse para esta direção. A Assembléia Nacional da Venezuela concedeu a aprovação final na terça-feira para as mudanças na bandeira propostas por Chávez: uma oitava estrela e a virada do cavalo, que até então galopava para a direita. A mudança de direção do cavalo, que aparece no canto esquerdo superior da bandeira, é uma metáfora da política de Chávez, que reconheceu vagamente o simbolismo político, mas disse que o cavalo parecia estranho correndo para a direita enquanto o pescoço estava na direção oposta. O presidente sugeriu a idéia em novembro e disse que o cavalo não é venezuelano, mas imperial. Ele afirmou que os desenhos históricos mostram que a intenção da imagem nacional era que o cavalo "trotasse livremente para a esquerda". A bandeira venezuelana, cujas as cores são amarela, vermelha e azul, tinha sete estrelas desde 1863, que representavam as sete províncias que se rebelaram contra a Espanha. Chávez sugeriu uma oitava estrela para representar a província de Guayana, que inicialmente se manteve fiel à Espanha, mas depois juntou-se à Venezuela independente. O herói da independência sul-americana Simon Bolívar propôs uma bandeira com oito estrelas em 1817, que foi usada por muitos anos. Hugo Chávez chamou a oitava estrela de "bolivariana" como a "revolução bolivariana" que, segundo ele, está guiando o país para o socialismo. O Congresso aprovou o novo modelo da bandeira em janeiro e a última votação confirmou as mudanças. O congressista Ricardo Sanguino afirmou que elas foram feitas por motivos históricos e têm como objetivo honrar a proposta original. Os legisladores afirmaram que somente um congressista discordou da nova estrela na bandeira, dizendo que ela deveria ter mais estrelas. Entre outras novidades está a introdução de um arco, representando os indígenas venezuelanos, e uma faca representando os trabalhadores. Os críticos de Chávez dizem que as mudanças são um desperdício de dinheiro para um capricho político, já que o novo selo deverá ser usado na moeda, passaportes, e documentos do governo. A aprovação deixa o caminho livre para o presidente inaugurar o novo modelo no dia da Bandeira, no domingo.

Agencia Estado,

08 Março 2006 | 19h13

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