Conheça a proposta de resolução da ONU sobre o Irã

Veja os principais pontos da proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU para a imposição de sanções contra o Irã. A votação deve acontecer na semana que vem. O texto foi elaborado pela Alemanha e pelos cinco membros permanentes do conselho - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. O Irã se recusa a suspender seu programa de enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para fins pacíficos ou para construir arsenal nuclear. Uma resolução aprovada em dezembro pelo conselho já havia imposto sanções comerciais e financeiras ao Irã por causa da questão. A proposta: Exige que o Irã suspenda as atividades ligadas ao enriquecimento e ao reprocessamento de urânio e a projetos de água pesada. O cumprimento será avaliado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que dirá ao conselho em 60 dias se o Irã cumpriu ou não a exigência. - Amplia o congelamento de bens para mais grupos, empresas e pessoas envolvidas em atividades nucleares ou no desenvolvimento de mísseis balísticos. Na nova lista estão o banco estatal Sepah e empresas controladas pela Guarda Revolucionária do Irã. - Impõe um embargo sobre as exportações de armas convencionais iranianas e pede aos outros países que usem de "vigilância e moderação" para enviar armas pesadas ao Irã. - Pede que países e instituições financeiras recusem-se a fechar novos compromissos para a concessão de empréstimos para o Irã, exceto com fins "humanitários e de desenvolvimento." - Pede mas não ordena que os países usem de "vigilância e moderação" para impedir viagens de autoridades iranianas envolvidas nas atividades nucleares. Mas o texto determina que todas as nações notifiquem o painel de sanções do conselho se as pessoas passarem por seu território. A lista de nomes foi ampliada em relação à de dezembro. - Decide que todas as sanções serão suspensas se o Irã cumprir as exigências do conselho e entrar nas negociações. Se não, medidas adicionais serão analisadas. - A proposta invoca o artigo 41 do capítulo 7 da Carta da ONU, que torna a maioria de suas decisões obrigatórias, mas exclui qualquer ação militar.

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