Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Conheça a região que poderia reconhecer a autonomia da Catalunha

Abkházia, república separatista que rompeu com a Georgia em 2008, afirmou que vai estudar o reconhecimento da independência catalã

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 17h30

MOSCOU - Apesar de governos da Europa, Estados Unidos e organismos internacionais terem afirmado que não vão reconhecer a independência catalã, a Abkházia, república separatista que rompeu com a Geórgia em 2008, se mostrou disposta na sexta-feira, 27, a reconhecer a independência da região da Catalunha, na Espanha, se receber uma solicitação nesse sentido.

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"Estamos dispostos a estudar o assunto do reconhecimento da Catalunha em qualidade de Estado independente, mas falar disso é prematuro", disse o vice-ministro de Relações Exteriores da república autoproclamada, Kan Tania, à agência oficial russa RIA Novosti.

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A Abkházia fica ao norte da Geórgia e tem pouco mais de 200 mil habitantes. A república separatista só é reconhecida internacionalmente por Rússia, Venezuela e Nicarágua. O diplomata ressaltou que, para que a Catalunha seja considerada um Estado independente, ela ainda precisa cumprir com uma série de normativas legais, mas ressaltou o interesse da Abkházia em estabelecer relações com líderes, políticos e o povo catalão em seu conjunto.

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"Depois disso, se eles se dirigirem a nós com um pedido de reconhecimento, nós, certamente, estaremos dispostos a estudá-lo", comentou Tania.

A Abkházia conta com seu próprio representante na comunidade autônoma espanhola da Catalunha desde 2014, mas não se trata de um escritório de representação como o que a república separatista abriu esta semana na Ossétia do Sul, outra região da Geórgia que proclamou independência.

A Rússia reconheceu a independência de Ossétia do Sul e Abkházia após derrotar a Geórgia em um breve conflito pelo controle do território sul-osseta em agosto de 2008. O parlamento regional da Catalunha aprovou na sexta uma resolução em favor da independência, que já foi condenada pelos principais países da comunidade internacional. / EFE

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