Conheça as principais propostas do novo premier japonês

Nesta terça-feira, Shinzo Abe foi eleito pelo parlamento primeiro-ministro do Japão. Ele irá suceder Junichiro Koizumi.Abe, chefe de governo mais jovem do Japão e o primeiro nascido após a II Guerra Mundial chega ao poder com fama de conservador e deverá continuar as reformas de Koizumi. Koizumi, um dos mais carismáticos líderes do Japão nos últimos anos, disse em seu discurso de despedida que "o broto da reforma começa a se transformar numa grande árvore". Abaixo, as principais políticas de Shinzo Abe. Por um Japão mais imponente Abe apóia uma maior liberdade para os militares, maior ênfase no patriotismo nas escolas, menos discussão sobre as atrocidades cometidas pelos japoneses na II Guerra Mundial, e a condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Reforma econômica O novo premier deve continuar as reformas de mercado iniciadas por Koizumi, e é a favor de maior controle sobre os gastos públicos, mas será pressionado pelos membros de seu partido que se preocupam com a crescente disparidade entre as regiões ricas e pobres. Aliança de Segurança norte-americanaAbe, cujo avô liderou a aprovação da aliança de segurança entre Estados Unidos e Japão quando premier, pretende aumentar os laços de cooperação militar e diplomática com Washington. Revisão ConstitucionalAssim como Koizumi, Abe pretende criar uma emenda na constituição pacifista japonesa, que proíbe que o Japão realize ações militares. A carta de 1947, foi elaborada pelos EUA. A mudança permitiria aos japoneses participar de mais missões de paz e trabalhar em conjunto com as forças americanas. Relações com a Ásia Abe é a favor de reatar as relações com a China e com a Coréia do Sul. No entanto, ele apóia visitas ao santuário de guerra de Yasukuni, criticado por ser um símbolo do militarismo japonês. Além disso, o novo premier é a favor de uma linha dura contra a Coréia do Norte. Premier mais forteO novo premier propôs a criação das versões japonesas da Agência de Inteligência e do Conselho Nacional de Segurança, que se reportariam ao gabinete de primeiro-ministro.

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