Conheça os principais candidatos à presidência do Haiti

Entre os 19 postulantes, seis se destacam na corrida presidencial do país caribenho

Luciana Fadon Vicente, do estadão.com.br

26 Novembro 2010 | 11h20

Jude Celéstin, de 48 anos, embora pouco conhecido no meio político, representa a candidatura governista do atual presidente René Préval e de sua plataforma política Inité. Celéstin é engenheiro mecânico, com formação na Europa, e foi exercendo a profissão na empresa estatal de moinhos que teve início sua vida política em 1985.

 

Durante o primeiro mandato de Préval, dirigiu a empresa estatal Centro Nacional de Equipamentos (CNE), que administra a aquisição e uso de equipamento pesado para construção de estradas e obras de infraestrutura, desde sua criação, em 1997, até 2001, com o início do governo Aristide.

 

Até 2006, o candidato governista exerceu funções no funções no Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), retornando à direção do CNE em 2006, quando teve início o novo mandato de Préval. Na última pesquisa eleitoral, divulgada no domingo, Celéstin tinha 22% das intenções de voto.

 

Mirlande Manigat, tida como a única candidata tradicional de oposição, lidera até o momento as pesquisas eleitorais, com 33% das intenções de voto, mas está longe de ter a maioria simples necessária para vencer a eleição em primeiro turno.

 

Mirlande, de 60 anos é esposa do ex-presidente Leslie Manigat, que esteve no poder em 1988 e concorreu com Préval nas eleições de 2006.

 

A opositora, que concorre pela legenda Rassemblement des Démocrates Nationaux Progressistes d'Haïti (Assembleia dos Democratas Nacionais Progressistas do Haiti - RDNP), exerceu o cargo de senadora em 1988, seguindo carreira posteriormente como professora universitária.

 

Jacques-Édouard Alexis é considerado um dos candidatos com maior experiência política. Formado em engenharia agrícola, exerceu as funções de primeiro-ministro, entre 1999 e 2001, ministro da Educação Nacional, Juventude e Esporte, entre 1996 e 1999, ministro da Cultura, entre 1997 e 1999, e ministro do Interior entre 1999 e 2000, durante o primeiro mandato de Préval.

 

Alexis foi nomeado novamente premiê no segundo mandado de Préval, entre junho de 2006 e abril de 2008, quando foi destituído pelo Senado durante a crise econômica associada à inflação dos produtos agrícolas.

 

O ex-primeiro-ministro concorre por um partido pequeno e com pouca representação na Câmara dos Deputados, o Mobilisation pour le Progrès d`Haitï (Mobilização pelo Progresso do Haiti - MPH). Antes de anunciar seu apoio a Celéstin, esperava-se que o presidente haitiano indicasse Alexis como seu candidato.

 

Michel Martelly é tido como o candidato dos jovens. Popular cantor haitiano de "compas", Martelly, também conhecido como "Sweet Micky", segue os passos de outro cantor, que teve a candidatura excluída do pleito deste ano, o rapper Wyclef Jean.

 

Junto com Celéstin e Manigat, está entre os favoritos nesta eleição. O cantor, sem experiência política prévia, já foi nomeado Embaixador da Boa Vontade para a Proteção do Meio Ambiente pelo atual governo.

 

Martelly obteve cerca de 14% das intenções de voto segundo as pesquisas. O candidato coloca suas esperanças na fama que tem entre os haitianos e busca sua base política entre os jovens.

 

Jean-Henry Céant, de 54 anos, é advogado e candidato a presidente pelo partido Renmen Ayiti. Assim como Martelly, não tem experiência política anterior. Céant é apoiado por uma aliança de ex-partidários de Aristide, e se apresenta como o "unificador" do Haiti.

 

Charles-Henri Baker é empresário do setor industrial e um dos líderes do movimento de oposição que culminou na saída de Aristide do governo, em 2004. Obteve pouco mais de 8% nas últimas eleições presidenciais, quando concorreu pela coalizão Respé, a mesma pela qual concorre este ano.

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