Conheça os principais concorrentes nas eleições israelenses

Veja abaixo os três principais partidos israelenses: Kadima Histórico: Estabelecido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon em 21 de novembro de 2005, o Kadima é hoje o partido com maiores chances de consolidar maioria no parlamento israelense, o Knesset, nas eleições de terça-feira. Sua criação é em grande medida uma reação do líder israelense à resistência em seu antigo partido, o Likud, contra seu plano para a retirada dos assentamentos israelenses na Faixa de Gaza. A lista do Kadima é composta por ex-líderes do Likud e do Partido Trabalhista. O grupo é considerado "liberal" e "centrista". É o partido que aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas. Se os últimos levantamentos estiverem certos, o Kadima elegerá duas vezes mais representantes para o Knesset do que seus principais adversários, o Likud e o Trabalhista. E isso mesmo depois do afastamento de Sharon, que entrou em coma profundo após sofrer um derrame no início do ano. Atualmente o governo está nas mãos de Ehud Olmert - vice de Sharon e candidato do partido para as próximas eleições. Projeto de Governo: O Kadima, como a grande maioria dos partidos israelenses, baseia sua estratégia de governo na questão palestina. Conseqüentemente, pouco se sabe sobre suas posições para a política doméstica israelense. Apóia formalmente o projeto "Caminho da Paz" e a criação do Estado Palestino, mas quer que a retirada da Cisjordânia seja parcial e unilateral. Defende a construção da barreira que divide a Cisjordânia em duas, sendo a maior parte israelense. Caso vença: O partido com a maior percentagem de intenções de votos teria em torno de 40 lugares no Knesset e colocaria Ehud Olmert no cargo de premiê. Partido Trabalhista (Mapai) Histórico: O Partido Trabalhista (também chamado de Mapai) foi fundado em 1930 como um braço moderado do Partido Sionista Russo. Teve como um de seus principais líderes Shimon Peres, que fez alianças importantes com Ariel Sharon, mas no final de 2005 foi substituído, em eleições internas, pelo socialista Amir Peretz. Este retomou a linha socialista do partido e o retirou do governo de Sharon, fazendo com que o premiê adiantasse as eleições de 2006 para março. Projeto de Governo: O Mapai, uma exceção à regra, tem uma agenda política interna bem definida apoiando todo o tipo de projeto social, uma redução da carga tributária e o fortalecimento da educação. O partido também acredita em negociações com os palestinos baseados nos Acordos de Oslo, e também apóia a criação do Estado palestino. Caso vença: Elegerá seu líder, Amir Peretz, como premiê. Com isso promete melhorar as condições internas do país e voltar às conversações de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Likud Histórico: Fundado em 1973 por Herut de Menachem Begin, teve como um de seus principais expoentes o premiê Ariel Sharon, que também foi uma de suas maiores decepções após anunciar a saída do partido em meio aos preparativos para as eleições de 2006. Com criação de um novo partido, o Kadima, Sharon arrastou consigo boa parte dos líderes mais poderosos do Likud. Em 2003 o Likud adquiriu grande poder político conquistando 40 cadeiras do Knesset. Projeto de Governo: Em sua plataforma de governo, o Likud é enfático com relação aos palestinos: não fará retiradas unilaterais de assentamentos israelenses, não começará conversas de paz enquanto os palestinos não reconhecerem como inalienável o direito de existência de Israel e pretende manter e fortalecer a barreira que vem sendo construída na Cisjordânia. Mas mesmo com essa postura firme, o líder do partido, Benjamin Netanyahu, tem um histórico de negociações de paz com a ANP em seu período como premiê, no começo dos anos 90. Ele assinou o Acordo de Wye, que resultou em uma retirada parcial de israelenses da região de Hebron. Caso vença: O líder do partido, Benjamin Netanyahu, se tornará o primeiro-ministro de Israel. Mas, com o enfraquecimento da base política do partido, especialistas não conseguem definir com clareza como seria um governo sob o poder do Likud.

Agencia Estado,

26 Março 2006 | 17h37

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