Conselheiro de Obama contra o terror pressiona a Líbia

O principal conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no combate ao terrorismo, encorajou nesta quarta-feira o governo da Líbia a rapidamente melhorar sua capacidade de garantir a segurança e a justiça no país do Norte da África, no momento em que cresce a pressão sobre a Casa Branca a respeito do ataque ao Consulado norte-americano em Benghazi, no mês passado, que deixou quatro norte-americanos mortos. O conselheiro John Brennan "encorajou os funcionários líbios a se moverem rapidamente para avançar a capacidade do governo líbio nos setores da justiça e segurança".

AE, Agência Estado

10 de outubro de 2012 | 14h29

Brennan foi a Tripoli durante uma viagem ao Magreb para pressionar o governo líbio. Segundo a Casa Branca, Brennan também "instou a Líbia a aproveitar a vantagem de ofertas específicas de assistência feitas pelos EUA e outros parceiros internacionais". Brennan teve reuniões em Tripoli com o presidente do Congresso Nacional Líbio, Mohammed Magariaf. A Casa Branca enfrenta pressão crescente e críticas do Congresso dos EUA, perto das eleições, por causa do ataque em Benghazi, no qual foi morto o embaixador dos EUA na Líbia Christopher Stevens.

A Casa Branca divulgou versões divergentes sobre os motivos para o ataque que aconteceu em 11 de setembro. Inicialmente foi divulgado que a violência foi provocada pelo filme "A Inocência dos Muçulmanos", feito nos EUA e que ridiculariza o profeta Maomé, mas mais tarde levantou a hipótese de que o ataque foi um atentado terrorista feito por uma organização islamita de Benghazi. O Departamento de Estado agora afirma não acreditar que o ataque ao consulado esteja ligado aos protestos contra o filme. O Comitê de Reforma e Supervisão Governamental, da Câmara dos Representantes, terá uma audiência nesta quarta-feira sobre o mortífero evento em Benghazi.

As informações são da Dow Jones.

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