Conselheiro paquistanês é demitido após falar sobre ataques

Demissão acontece após funcionário reconhecer, sem consulta prévia, que terrorista detido era paquistanês

Efe,

08 de janeiro de 2009 | 04h09

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Razá Gillani, demitiu seu conselheiro de Segurança Nacional, Mahmoud Ali Durrani, por reconhecer à imprensa, sem consultá-lo, que o único terrorista detido vivo nos ataques de Mumbai (ex-Bombaim) era paquistanês. "Efetivamente, o conselheiro foi demitido", confirmou nesta quinta-feira, 8, à Agência Efe por telefone um porta-voz do Ministério do Interior, Shahidullah Baig. Em comunicado, o escritório do primeiro-ministro justificou a medida pela "conduta irresponsável" e a "falta de coordenação em assuntos de segurança nacional" de Durrani. Segundo disse o premiê na quarta-feira à noite ao canal Geo TV, o assessor do Governo não tinha consultado previamente ele sobre as declarações feitas à imprensa indiana, nas quais reconhecia que o único terrorista detido pelos ataques de Mumbai era paquistanês. Para o primeiro-ministro, as declarações de Durrani danificaram a imagem do país. O Paquistão não havia reconhecido oficialmente, até a última quarta-feira, que o terrorista era cidadão do país.

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