Conselho da IAIEA endossa acordo nuclear com o Irã

O principais países que compõem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organismo ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), endossaram por unanimidade o papel da organização no monitoramento do cumprimento, pelo Irã, de um acordo a respeito do programa nuclear do país.

Agência Estado

24 de janeiro de 2014 | 14h56

O Irã vai frear suas atividades nucleares de acordo com os termos de um acordo fechado em 24 de novembro com o P5+1, grupo formado por China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha. Os dois lados concordaram que a AIEA será responsável por garantir que Teerã está obedecendo seus compromissos.

Em entrevista aos jornalistas, Yukiya Amano, secretário-geral da AIEA, disse que o conselho da agência, composto por 35 países, "expressou amplo apoio e endossou" a decisão.

Amano abriu a sessão pedindo aos membro do conselho que colaborem com os 5,5 milhões de euros (US$ 7,5 milhões) que a agência vai precisar para financiar a missão. Ele disse que dez países já prometeram recursos para a ação, sendo que alguns já falaram em números concretos, embora não tenha dito quais são esses governos.

O secretário-geral afirmou que está confiante de que a agência vai conseguir os recursos necessários para as atividades no Irã. O representante dos Estados Unidos na ONU em Viena e na AIEA, Joseph Macmanus, disse que seu país pretende fazer uma "contribuição financeira apropriada".

O acordo interino entrou em vigor na segunda-feira, quando inspetores da AIEA verificaram que o Irã desligou várias centrífugas usadas no enriquecimento de urânio a 20%, ação que era parte do compromisso para limitar as atividades, já que o urânio nesse nível de enriquecimento pode ser facilmente transformado em material para uma ogiva nuclear. Em troca, Estados Unidos e União Europeia levantarão parte das sanções econômicas contra o Irã.

Os dois lados usarão o período de seis meses do acordo interino para trabalhar num pacto final. O Irã diz que todas as suas atividades atômicas são pacíficas, mas Estados Unidos e seus aliados desconfiam das intenções iranianas. O Irã busca o levantamento total das sanções internacionais que vigoram desde 2006 e que progressivamente prejudicam a economia do país. Fonte: Associated Press.

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