Conselho da ONU fará amanhã nova reunião sobre o Irã

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) concordou na noite desta segunda-feira em realizar uma nova reunião fechada na terça-feira para discutir a resolução sobre a imposição de novas sanções ao Irã por conta do programa nuclear do país.

AE-DOW JONES, Agência Estado

07 de junho de 2010 | 21h10

Os 15 membros do Conselho reuniram-se nesta segunda-feira por aproximadamente uma hora após o Brasil e a Turquia solicitarem "uma reunião sobre o Irã antes da adoção das sanções", afirmou a presidência do órgão, atualmente detida pelos mexicanos. Diplomatas afirmaram que não houve consenso durante a sessão e a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, afirmou aos repórteres que o Conselho de Segurança terá uma nova discussão sobre o assunto na terça-feira.

Os cinco membros permanentes do Conselho - Reino Unido, França, China, Rússia e EUA - estão defendendo a imposição de novas sanções ao Irã e acreditam que possuem votos suficientes para garantir a aprovação dessas medidas. "Os patrocinadores têm como meta a adoção (das sanções) na quarta-feira", afirmou um diplomata, sob condição de anonimato.

Esses países estão pressionando pela aprovação do texto sem o apoio do Brasil e da Turquia - dois membros temporários do Conselho de Segurança segundo os quais a imposição de novas sanções ao Irã seria contraproducente. O Líbano também indicou que não poderá apoiar mais sanções ao Irã por motivos políticos domésticos.

"Acho que nunca esperamos que a resolução fosse aprovada por unanimidade", disse uma autoridade norte-americana de Washington, acrescentando que "ainda há trabalho a ser feito nos anexos" do texto preliminar sobre as sanções. Não pode ocorrer uma votação sobre a resolução enquanto não houver acordo sobre os anexos.

No domingo, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que as nações que defendem as novas sanções possuem os nove votos necessários para a adoção da resolução.

Em maio, a Turquia e o Brasil fizeram a mediação de um acordo segundo o qual o Irã enviaria 1.200 quilos de urânio para a Turquia e, em troca, receberia combustível da Rússia e da França para seu reator nuclear em Teerã. O acordo, no entanto, foi recebido com frieza pelas potências mundiais, que desconfiam da finalidade pacífica do programa nuclear iraniano.

Teerã afirma que seu programa nuclear tem como objetivo apenas a geração de energia.

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