Conselho da ONU repreende Mianmar por demora em reformas

O Conselho de Segurança daOrganização das Nações Unidas (ONU) repreendeu na quinta-feiraa junta militar de Mianmar pela demora em realizar reformasdemocráticas. O enviado especial da instituição disse que ogoverno birmanês tenta adiar sua próxima visita para abril. Em nota, o conselho afirmou que o regime militar da antigaBirmânia pouco se empenhou para libertar presos políticos eestabelecer um diálogo genuíno com a oposição, como exigiu aONU após a violenta repressão aos protestos de 2007 no país. "Os membros do Conselho lamentaram o ritmo lento dosprogressos até agora no sentido de cumprir aqueles objetivos",disse a nota, lida à imprensa pelo líbio Gidalla Ettalhi, quepreside o Conselho neste mês. "Os membros do Conselho salientaram a importância de fazernovos progressos", disse a nota, defendendo que haja em brevemais uma visita a Mianmar do enviado especial da ONU IbrahimGambari, que vem tentando obter concessões do governo. A nota é significativa por sua unanimidade entre os 15países, inclusive os 3 da Ásia --China, Indonésia e Vietnã, querelutavam em adotar medidas duras contra Mianmar. Gambari, que havia participado da sessão do Conselho sobreMianmar, disse a jornalistas que tenta voltar rapidamente aopaís para uma terceira visita desde o início da crise, masenfrenta objeções das autoridades. "Solicitei para ir lá neste mês. Eles mandaram dizer quenão é conveniente e que eles preferem meados de abril. Agora osecretário-geral [da ONU, Ban Ki-Moon] disse que isso não éaceitável, e eu concordo, e então estamos no processo denegociar um retorno mais cedo do que tarde a Mianmar." Gambari vai neste mês a China e Índia, dois paísesconsiderados cruciais devido à sua influência econômica e seuslaços comerciais com Mianmar. Gambari disse que espera açõesconcretas, e não só apoio verbal dos países vizinhos.

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