Conselho de segurança apóia processo de paz no Oriente Médio

Marcello Spatafora, presidente do órgão, pede que Estados disponham-se para ajudar a ANP

Efe,

22 de dezembro de 2007 | 16h43

O Conselho de Segurança da ONU enviou neste sábado, 22, uma mensagem de incentivo ao avanço no processo de paz do Oriente Médio e pediu que Estados e organizações internacionais ponham o máximo de recursos à disposição da Autoridade Nacional Palestina (ANP).   Os membros do Conselho formularam uma declaração sobre o Oriente Médio nas consultas informais de hoje. O embaixador italiano Marcello Spatafora, que ocupa a Presidência do órgão, leu à imprensa o texto na qual os 15 integrantes saúdam a conferência internacional de doadores para o Estado palestino, realizada em Paris no dia 17.   Para o Conselho, a reunião "ofereceu um forte sinal de apoio internacional aos palestinos e à ANP e constituiu um passo importante no processo mais amplo para estabelecer dois Estados vivendo um ao lado de outro em paz e segurança".   O Conselho agradeceu as doações oferecidas e pede que outros países ajudem no desenvolvimento da economia palestina. Além disso, reafirmou seu "compromisso com uma paz justa, duradoura e ampla no Oriente Médio, com base nas resoluções 242/1967 e 338/1973".   "Como comentamos durante as consultas, às vezes o copo parece estar meio cheio, em outras ocasiões meio vazio. Mas o importante é que continue entrando água para encher o copo", ressaltou o Embaixador.   Ele explicou também que "todos os membros do Conselho, com diferentes palavras" pediram que palestinos e israelenses "se abstenham de toda conduta" que vá contra o ambiente propício ao processo de paz.   Pouco antes, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, o americano Lynn Pascoe, afirmou que os próximos meses serão vitais para o processo de paz entre israelenses e palestinos. Ele opinou que "será essencial" obter sólidos avanços nas negociações bilaterais.   A atividade de novos assentamentos israelenses e a violência palestina são motivo de grande inquietação, acrescentou Pascoe.   "Condenamos os ataques indiscriminados, que colocam em risco os civis nas comunidades de Israel próximas a Gaza, que deixaram pessoas feridas, causaram danos materiais e distorceram as vidas de milhares de israelenses", disse o diplomata americano. Ele também comentou que a situação humanitária em Gaza continua sendo "muito preocupante", devido às restrições à passagem de bens e de pessoas, com as exportações praticamente paralisadas.   Em relação ao Líbano, o subsecretário da ONU disse que a falta de acordo para escolher o novo presidente também é motivo de grande preocupação. "A situação atual é perigosa e insustentável", avaliou Pascoe.

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