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Conselho de Segurança condena ataque a embaixadas em Damasco

Presidente do órgão, o alemão Peter Wittig disse que o regime de Assad deve proteger representações

AE, Agência Estado

12 de julho de 2011 | 19h10

NOVA YORK - O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta terça-feira, 12, os ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos e da França em Damasco, ocorridos na segunda.

 

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A decisão vem à tona no mesmo dia em que o governo norte-americano insistia em que o líder sírio, Bashar Assad, havia "perdido a legitimidade".

 

"Os membros do CS condenam nos mais duros termos os ataques contra as embaixadas em Damasco, que resultaram em danos às propriedades e ferimentos em funcionários diplomáticos", disse o embaixador da Alemanha junto às Nações Unidas, Peter Wittig.

 

Segundo o diplomata alemão, que preside o Conselho de Segurança, o órgão pede que "o regime sírio tome as medidas necessárias para garantir a proteção das representações diplomáticas".

 

Mais cedo, a Síria acusou a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, de "incitação" após ela ter dito que o presidente Bashar al-Assad havia perdido a legitimidade e o direito de permanecer no poder. "A Síria condena vigorosamente os comentários da secretária de Estado dos EUA, que representam uma prova extra da flagrante interferência dos Estados Unidos em assuntos internos da Síria", afirmou, em comunicado, o Ministério de Exteriores em Damasco.

 

"Estes comentários são um ato de incitação voltados para manter a crise interna e com objetivos que não servem aos interesses do povo sírio ou a suas ambições legítimas", afirma o texto. Ontem, Hillary disse que Assad "perdeu a legitimidade". O presidente sírio enfrenta quatro meses de protestos contra seu regime.

 

Na segunda-feira, centenas de manifestantes sírios atacaram as embaixadas dos Estados Unidos e da França em Damasco, quebrando janelas e pichando as paredes. Pelo menos três pessoas ficaram feridas no edifício da representação francesa.

 

Os ataques às representações diplomáticas foram caracterizados como uma reação de partidários do governo do presidente da Síria às visitas feitas pelos embaixadores de EUA e França na semana passada à cidade de Hama, um foco de protestos contra o regime localizado no centro do país.

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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