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Conselho de Segurança condena lançamento de foguete por Pyongyang

Em declaração conjunta lida pela embaixadora americana, órgão condenou lançamento 'veementemente'

estadão.com.br,

16 de abril de 2012 | 11h53

Texto atualizado às 14h58

NOVA YORK - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou fortemente o lançamento de um foguete feito pela Coreia do Norte, na semana passada, e anunciou que vai impor mais sanções se Pyongyang realizar um novo lançamento ou um teste nuclear.

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Um comunicado presidencial, aprovado por todos os 15 integrantes do Conselho e lido durante uma reunião formal, diz que o lançamento de sexta-feira "assim como qualquer uso de tecnologia de mísseis balísticos, mesmo se caracterizado como o lançamento de um satélite ou o lançamento de um veículo espacial, é uma séria violação às resoluções da ONU".

O Conselho de Segurança adotou uma resolução impondo sanções contra a Coreia do Norte depois de seu primeiro teste nuclear em 2006, e intensificou as sanções após seu primeiro teste em 2009.

A tentativa da Coreia do Norte de tentar lançar um satélite fracassou na sexta-feira, quando o foguete se desintegrou sobre o Mar Amarelo. Países ocidentais disseram que o lançamento foi uma forma de encobrir o teste de um míssil de longo alcance e que ainda há temores sobre o programa nuclear norte-coreano.

O Conselho de Segurança exigiu nesta segunda-feira, 16, que a Coreia do Norte interrompa qualquer novo lançamento e que o lançamento de sexta-feira "causa graves temores na região".

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, que atualmente preside o organismo, disse que a rápida adoção do comunicado "mostra que a comunidade internacional está unificada" em enviar uma mensagem para a Coreia do Norte e que empresas que lidam com tecnologia nuclear serão acrescidas à lista de sanções.

O conselho disse que pediu ao comitês de monitoramento de sanções contra a Coreia do Norte que prepare uma lista de novas sanções no prazo de 15 dias e que, caso o prazo não seja cumprido, o próprio conselho tomará medidas em cinco dias para expandir a lista de sanções.

O conselho expressou "sua determinação em tomar ações de acordo, no caso de um novo lançamento pela República Popular Democrática da Coreia".

Com Agência Estado

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