EFE/EPA/JUSTIN LANE
EFE/EPA/JUSTIN LANE

Conselho de Segurança da ONU aprova sanções à Coreia do Norte

Intenção é restringir receitas obtidas com exportações; regime norte-coreano pode ter prejuízo de até US$ 1 bilhão por ano

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2017 | 18h48

NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste sábado, 5, novas sanções à Coreia do Norte que reduzem em até US$ 1 bilhão por ano as receitas que o país obtém com exportações. A resolução foi aceita por unanimidade e aumenta a pressão sobre Pyongyang.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou que as novas medidas são uma forte resposta a uma escalada armamentista da Coreia do Norte. Segundo o texto, negociado entre EUA e China, o governo norte-coreano não poderá exportar, direta ou indiretamente, carvão, ferro, chumbo e produtos de pesca.

Todos os países deverão garantir que suas empresas e cidadãos não adquiram esses produtos de setores-chave da economia norte-coreana, que o Conselho de Segurança critica por serem “utilizados para financiar programas ilícitos”. O embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, disse que as proibições exercerão um “controle firme” sobre o governo de Kim Jong-un e vão custar ao país aproximadamente US$ 1 bilhão.

“A unanimidade dos membros do Conselho de Segurança em relação aos últimos testes com mísseis de Pyongyang mostra a unidade e determinação em levar de novo a Coreia do Norte à mesa de negociação”, afirmou o embaixador francês na ONU, Francois Delattre.

A resolução se soma a outras aprovadas previamente, mas se diferencia, segundo Delattre, por “abrir as portas” para o único tipo de solução para o conflito: a política. Assim, os diplomatas concordaram que o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte é uma ameaça não só regional, como internacional.

O texto aprovado amplia o número de pessoas e entidades norte-coreanas sob sanções da ONU, o que acarreta a proibição de viagens e o congelamento de ativos no exterior. O documento também critica o dinheiro gasto com armas, enquanto a população do país sobrevive à “penúria” econômica. / AP

 

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