Conselho de Segurança da ONU escolhe novos membros temporários

Venezuela, Espanha, Malásia, Angola e Nova Zelândia ocuparão assentos de 2015 a 2016 e não têm poder de veto 

O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 14h41

NAÇÕES UNIDAS - Venezuela, Espanha, Malásia, Angola e Nova Zelândia conseguiram nesta quinta-feira, 16, assentos temporários no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), como membros não permanentes. Os países ocuparão a posição em 2015 e 2016.

Para fazer parte do organismo da ONU, o país precisa ter votação favorável de dois terços dos eleitores.

Os 193 Estados-membros da Assembleia-Geral da ONU escolheram a Venezuela com 181 votos a favor, Malásia com 187, Angola com 190 e a Nova Zelândia com 145. A Espanha venceu a Turquia numa votação de desempate e obteve o apoio de 132 países.

A Venezuela não sofreu oposição para concorrer ao assento dedicado à América Latina e Caribe, assim como a Malásia na candidatura para representar a Ásia. Angola foi o único país a se candidatar para a vaga da África.

O Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes - Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China - e dez não permanentes, escolhidos por períodos de dois anos. Eles têm voto mas não capacidade de veto como as cinco potências.

A composição atual do CS reflete em grande parte o equilíbrio de poder global após a 2ª Guerra Mundial. O Brasil tem cobrado reiteradas vezes a necessidade de reforma do órgão para incluir mais países.

O diretor do Human Rights Watch para a ONU, Philippe Bolopion, afirmou estar preocupado com a nova composição da cúpula. "Os novos membros do Conselho de Segurança podem se provar mais problemáticos em questões de direitos humanos, com a saída de países favoráveis aos direitos e a chegada de outros com históricos ruins de votação."

Participações. Com a votação, a Venezuela retorna ao CS, onde já esteve presente de 1962 a 1963 e 1992 a 1993. O país tentou voltar ao órgão em 2006, quando concorreu com a Guatemala, mas nenhum dos dois países conseguiu reunir os apoios necessários após 47 rodadas de votação.

Naquela época, o governo de Hugo Chávez, morto em 2013, acusou os EUA de ter exercido uma forte pressão sobre os integrantes da Assembleia-Geral para que não votassem na Venezuela.

Neste ano, foram registradas 10 abstenções na votação, então a Venezuela precisava de ao menos 122 votos favoráveis.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Rafael Ramires, dedicou a escolha a Chávez afirmando que a vitória ocorreu apesar da "campanha maligna contra nosso país".

A Espanha também já ocupou um assento não permanente do CS, em quatro ocasiões - de 1969 a 1970, 1981 a 1982, 1993 a 1994 e 2003 a 2004. O retorno ao organismo da ONU era uma das grandes prioridades da política externa espanhola neste ano. / AP, EFE e REUTERS

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