Conselho de Segurança da ONU faz reunião especial na África

Um acordo de paz rápido para pôr fim aos 21 anos de guerra civil no sul do Sudão é essencial para resolver os demais problemas do maior país da África, disseram representantes do governo, dos rebeldes e de agências da ONU ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunido no Quênia para centrar toda a atenção nas duas guerras civis do Sudão e na enorme crise humanitária por que passa o país.Rebeldes do sul do Sudão combatem o governo desde 1983, e a região de Darfur, no oeste do país, é palco de violência desde fevereiro de 2003. "lamento informar que a situação de segurança no Sudão continua a piorar, a despeito do acordo de cessar-fogo assinado", disse o secretário-geral Kofi Annan. Ele pediu que o Conselho emita "a mais severa advertência" a todas as forças conflagradas no Sudão."Quando crimes em tamanha escala são cometidos e um Estado soberano parece incapaz ou desinteressado em proteger seus cidadãos, uma grave responsabilidade recai sobre a comunidade internacional, e especificamente sobre este Conselho", afirmou.A guerra no sul do Sudão contrapõe o governo islâmico do país a rebeldes que querem uma participação maior na riqueza do país e o direito de secessão para a região, habitada principalmente por cristãos e animistas. Mais de 2 milhões de pessoas já morreram nessa guerra. Um outro conflito, no oeste do Sudão, teve início quando dois grupos rebeldes pegaram em armas. O governo reagiu apoiando milícias árabes que, desde então, são acusadas de promover uma campanha de assassinato, genocídio e estupro.

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