Conselho de Segurança da ONU fracassa em condenar violência na Síria

Líbano, Rússia, China e Índia mostraram-se resistentes ao texto apresentado pelo Ocidente

Agência Estado

27 de abril de 2011 | 18h26

NOVA YORK - O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fracassou em concordar com o texto de um comunicado que condena a violência do governo da Síria contra os manifestantes nesta quarta-feira, 27. França, Reino Unido, Alemanha e Portugal publicaram um texto na última segunda-feira pedindo que o Conselho, formado por 15 membros, condenasse a violência.

 

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Porém, durante consultas no final da tarde desta quarta, em Nova York, o Líbano indicou que é contra o texto, disseram diplomatas falando sob anonimato. Os comunicados do Conselho de Segurança precisam ser aprovados por unanimidade.

 

 

O embaixador libanês, Nawaf Salam, falou particularmente da relação de seu país com a Síria, dizendo que "as mentes e os corações do povo do Líbano" estão com os sírios e apoiam a decisão do presidente Bashar al-Assad de suspender o estado de emergência.

 

A Rússia também se opôs à condenação, dizendo que a violência também deixou policiais mortos e que a situação não ameaça a paz internacional. "A ameaça real poderia surgir de uma interferência externa ou pelo fato de assumirmos um lado", disse o vice-embaixador da Rússia no Conselho, Alexander Pankin, acrescentando que a decisão poderia levar a Síria a uma guerra civil.

 

A China e a Índia pediram o diálogo político e uma resolução pacífica para a crise na Síria, sem fazer qualquer menção à condenação.

 

Os protestos contra o presidente Al-Assad começaram há mais de um mês. Os manifestantes pedem mais liberdade política e o fim do regime, que já dura 11 anos. Estimativas apontam que mais de 450 pessoas já morreram nos conflitos. As informações são da Associated Press.

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